sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Passividade & fantasia: estupro ou não?

No post sobre tara dentro de transportes coletivos, havia comentado que comparando com a Dama da Lotação as situações me pareciam mais irreais pelo ato sexual ocorrer lá dentro e por causa da extrema passividade.

(a imagem ao lado foi achada em http://www.alphahentai.com/blog/cg50/IPPAI/)

E quando disse sobre molestação sem estupro, é o seguinte: se a mulher está ciente e consente com o jogo, não é estupro, mas algumas histórias começam com ela sem saber o que vai rolar e é pega de surpresa pelas encoxadas que leva dentro do trem (o que se chama "Chikan"), e daí há duas possibilidades (friso: dentro desse gênero de histórias, tá? Não estamos falando do mundo real): o clima esquenta e ela consente ou o(s) ato(s) ocorrem contra sua vontade. E Aliás, algumas situações não tem nem como ser agradável para ela (por exemplo arrancar o absorvente e enfiar na boca dela), satisfazendo apenas o sadismo dos homens. Aí é molestação, mas de tão passivo e sem resistência que foi o começo, palpitei que é molestação sem estupro... ou pelo menos imagino que as fantasias que envolvem estupro, envolve vencer a resistência da vítima,

Em muitos hentai, ao invés de resistência, vemos uma passividade tamanha que é como se a figura feminina fosse apenas uma boneca. Não uma boneca inflável que não faz nada, mas um robô que obedece o dono. (Aliás provavelmente serão assim tratados os robôs com aparência humana quando começarem a vender...)

Em suma é assim: a passividade é tanta que no início é apenas um ato sexual, vira sadomasoquismo e só vira molestação quando fica muito óbvio que ela não está curtindo.

A passividade é uma tara especial.

OBS: havia rascunhado esse post e fui conferir outras fontes. E uma delas dizia que no polêmico jogo Rapelay (em que o objetivo é estuprar as personagens) a resistência também é pouca, elas dizem "não gosto, não quero" mas acabam cedendo. Se for assim mesmo, não tem muito sentido o que escrevi parágrafos acima, separando estupro de molestação, se o próprio jogo em que isso ocorre chama isso de "rape", ou seja, estupro. Mas acho que não dá para jogar tudo fora, e vamos refletir novamente.

- estupro é uma coisa feita contra a vontade, de forma que não tem sentido uma pessoa pedir para ser estuprada novamente. Passar por uma sessão de sexo em lugares proibidos ou sadomasoquista e pedir a repetição da dose é uma coisa, estupro é outra. A vontade da pessoa pode envolver a tara por sexo em lugares estranhos, com desconhecidos, com sadomasoquismo, em condições degradantes, dizer "Shit", ser chamada de "vagabunda", etc. É a vontade da pessoa, enquanto que estupro é contra a vontade.

(apesar do tema pesado, as tiras ao lado são para ilustrar e descontrair, são de Pagando o Pato)

- As primeiras vezes com as taras acima mencionadas podem ser desagradáveis, estranhas (e em alguns casos, repentinas). A sexualidade e seus gostos são uma coisa complexa e pode a pessoa pedir repetição da dose. Existem Hentais de garotas pedindo a repetição de dose de sexo degradante, mas é uma tara. Por isso repito, pedir repetição do estupro não tem cabimento.

- Pode algo começar como estupro e virar uma tara, mas então vamos anotar que quando a vítima pede novamente é porque deixou de ser estupro. Claro estamos falando de gosto, se a vítima tem de se submeter por alguma condição imposta (por exemplo ser obrigada a dizer que gosta sob ameaça) é outra. Tem uma história por exemplo em que uma garota está com uma dívida milionária e tem de se satisfazer os clientes de um prostíbulo. Ela parece estar sentindo algumas dores, mas ao final da história é narrado que ela continuou indo lá mesmo após a dívida ser quitada. Portanto virou uma tara.

- Dizem que em "Engraçadinha" (outro conto de Nelson Rodrigues) a mulher arma o próprio estupro, mas isso também tá me cheirando a tara. Não cnsegui assistir o filme inteiro então teríamos de ver com cuidado o que se passa.

- Estupro começa como estupro. Tento definir assim.

- Já molestação pode ser durante o ato ou posterior. Por exemplo, após uma noite se sexo agradável e romântica a mulher descobre que o parceiro tinha deixado uma câmera escondida e que mostrou o vídeo a outros, a mulher vai se sentir molestada. Já durante o ato, pode ser pode ter objetivo simplesmente o sadismo ou a contração da vagina: Ouvi boatos de um ex-presidente americano pedia para o segurança enfiar a cabeça das amantes na água quando transavam na banheira pois a simulação de afogamento fazia a vagina contrair...

- Só experimentando o jogo Rapelay para ter certeza (o que por enquanto também não farei), mas para concluir que suspeito que nem todo ato sexual em Rapelay seja estupro. Aliás alguma vamos fazer um ou mais posts sobre esse jogo.

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